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O auto da barca do inferno
18 de junho de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,

Para ver o episódio do Auto da Barca do Inferno novamente, clique aqui


Corpus Christi
7 de junho de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,


Tapete enfeitado para a procissão de Corpus Christi


Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa Cristã. É um evento baseado em tradições católicas. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.
A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395).

História


Procissão de Corpus Christi, Moosburgo,Alemanha, 2005.
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon que teve visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.
A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese deColônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim’. Segundo Santo Agostinho, é um memrial de imenso benefício para os fiéis, deixado nas formas visíveis do pão e do vinho. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.
Corpus Christi é celebrado 60 dias após a Páscoa podendo cair, assim, entre as datas de 21 de maio e 24 de junho.




Este post é para você que sempre teve dúvida da origem ou finalidade desse dia, que, para os leigos, não passa de um feriado.

Natassia

Como aprender mais sem estudar mais
6 de maio de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,




Não acredito que os conselhos descritos abaixo sejam novidades para alguém, da mesma forma que também não conheço alguém que os pratique regularmente. É um paradoxo: todo mundo sabe que é importante, mas quase ninguém os coloca em prática.

Como os músculos, o cérebro também cansa, então não adianta fazer uma maratona de estudos antes da prova ou da entrega do artigo. Mas como conciliar nossa rotina acadêmica, cada vez mais apertada, com a eficiência nos estudos e pesquisas?

A palavra de ordem aqui é disciplina. E como a motivação se torna uma parte importante deste processo, explicamos resumidamente as teorias envolvidas nos conselhos do neurocientista Wilkie Wilson, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, para que você se convença, opte por mudar sua rotina e de discipline para “afiar” a mente e deixá-la afiada por toda a vida.

Vá para cama mais cedo – o sono é importante porque dormindo, as células nervosas repetem os pensamentos do dia. Ao fazer isso, elas se modificam e transportam as informações para a área de armazenamento permanente no cérebro. É como se durante o sono, o cérebro gravasse um CD com as informações adquiridas durante o dia. Se o sono for interrompido, é como se retirasse o CD no meio da gravação. Não é preciso lembrar que uma noite mal dormida atrapalha a concentração e a performance no dia seguinte.

Comece a estudar alguns dias antes da prova – pode parecer óbvio, mas este conselho não é apenas para você dar conta de repassar toda a matéria em vez de ler todo o livro de biologia em apenas uma noite. Pense no cérebro como um músculo. Ele utiliza cerca de 20% da energia de nosso corpo e aumenta o fluxo de sangue quando é intensamente utilizado, como no caso dos estudos. Os cientistas acreditam que, assim como os músculos, o cérebro produza uma série de subprodutos metabólicos quando é exercitado por muito tempo. O cérebro cansa. E assim como os músculos, o excesso de exercício prolongado pode fazê-lo não funcionar adequadamente. Se você fizer uma maratona ininterrupta de estudos, o cérebro não irá descansar e se limpar destas substâncias. O resultado: apesar do seu esforço, as informações não irão se fixar na memória. O ideal é armazená-las progressivamente, daí o cérebro relaciona de tal forma a informação nova com a adquirida anterior.

Alimente o cérebro – Já que nossos neurônios consomem 20% da energia do corpo, você precisa de glicose para que ele não se esgote. Mas glicose no quer dizer açúcar. O cérebro precisa de “combustível de alta octanagem”. Para conseguir dar esse gás, o professor Wilson recomenda alimentos ricos em proteínas e carboidratos complexos. Ele cita ovos, presente no famoso café da manhã americano, iogurte, frutas, granola e pão integral.

Exercitar o corpo é exercitar a mente - Para o professor Wilson, exercitar-se é bom para a inteligência por diversos motivos. O exercício eleva a pressão sanguínea e permite que o sangue seja bombeado por todo o corpo de tensões e ansiedades, e o estresse é responsável por perda de foco e dificuldade de concentração. O exercício também tem o terceiro benefício de propiciar o nascimento de novos neurônios.

Aprenda o que você ama – Existe uma parte do cérebro chamada sistema de recompensa, que registra todas as sensações boas que acontecem com a pessoa. O organismo então sempre buscará experiência que proporcionem uma sensação boa. É o chamado sistema de recompensa, o mesmo que age quando uma pessoa se vicia em algo: ele sempre quer retornar àquele bem-estar. “Se você faz ou aprende algo que te interessa muito, essa coisa faz com que seu cérebro antecipe a recompensa, e isso proporciona a ele as ferramentas que precisa: foco, atenção e uma descarga de dopamina, substância estimulante do sistema nervoso central”, diz Wilson. A liberação de dopamina proporcionada pelo sentimento de satisfação faz com que a informação seja consolidada na memória. Como os seres humanos são animais complexos, as recompensas que o cérebro busca são mais que comida, água e sexo. Tendemos a buscar a euforia de um bom negócio realizado, a satisfação de uma boa performance profissional.

Fonte: Blog Pós-Graduando

Trovadorismo
14 de março de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,



Designa-se por Trovadorismo o período que engloba a produção literária de Portugal durante seus primeiros séculos de existência (séc. XII ao XV). No âmbito da poesia, a tônica são mesmo as Cantigas em suas modalidades; enquanto a prosa apresenta as Novelas de Cavalaria.

Contexto Histórico

Momento final da Idade Média na Península Ibérica, onde a cultura apresenta a religiosidade como elemento marcante.
A vida do homem medieval é totalmente norteada pelos valores religiosos e para a salvação da alma. O maior temor humano era a idéia do inferno que torna o ser medieval submisso à Igreja e seus representantes.
São comuns procissões, romarias, construção de templos religiosos, missas etc. A arte reflete, então, esse sentimento religioso em que tudo gira em torno de Deus. Por isso, essa época é chamada de Teocêntrica.
As relações sociais estão baseadas também na submissão aos senhores feudais. Estes eram os detentores da posse da terra, habitavam castelos e exerciam o poder absoluto sobre seus servos ou vassalos. Há bastante distanciamento entre as classes sociais, marcando bem a superioridade de uma sobre a outra.
O marco inicial do Trovadorismo data da primeira cantiga feita por Paio Soares Taveirós, provavelmente em 1198, entitulada Cantiga da Ribeirinha.

Características

A poesia desta época compõe-se basicamente de cantigas, geralmente com acompanhamento de instrumentos (alaúde, flauta, viola, gaita etc.). Quem escrevia e cantava essas poesias musicadas eram os jograis e os trovadores. Estes últimos deram origem ao nome deste estilo de época português.
Mais tarde, as cantigas foram compiladas em Cancioneiros. Os mais importantes Cancioneiros desta época são o da Ajuda, o da Biblioteca Nacional e o da Vaticana.
As cantigas eram cantadas no idioma galego-português e dividem-se em dois tipos: líricas (de amor e de amigo) e satíricas (de escárnio e mal-dizer).
Do ponto de vista literário, as cantigas líricas apresentam maior potencial pois formam a base da poesia lírica portuguesa e até brasileira. Já as cantigas satíricas, geralmente, tratavam de personalidades da época, numa linguagem popular e muitas vezes obscena.

Cantigas de amor

Origem da Provença, região da França, trazidas através dos eventos religiosos e contatos entre as cortes. Tratam, geralmente, de um relacionamento amoroso, em que o trovador canta seu amor a uma dama, normalmente de posição social superior, inatingível. Refletindo a relação social de servidão, o trovador roga a dama que aceite sua dedicação e submissão.
Eu-lírico – masculino

Cantigas de amigo

Neste tipo de texto, quem fala é a mulher e não o homem. O trovador compõe a cantiga, mas o ponto de vista é feminino, mostrando o outro lado do relacionamento amoroso - o sofrimento da mulher à espera do namorado (chamado "amigo"), a dor do amor não correspondido, as saudades, os ciúmes, as confissões da mulher a suas amigas, etc. Os elementos da natureza estão sempre presentes, além de pessoas do ambiente familiar, evidenciando o caráter popular da cantiga de amigo.
Eu-lírico - feminino

Cantigas satíricas

Aqui os trovadores preocupavam-se em denunciar os falsos valores morais vigentes, atingindo todas as classes sociais: senhores feudais, clérigos, povo e até eles próprios.

  •          Cantigas de escárnio - crítica indireta e irônica
  •          Cantigas de maldizer - crítica direta e mais grosseira


A prosa medieval retrata com mais detalhes o ambiente histórico-social desta época. A temática das novelas medievais está ligada à vida dos cavaleiros medievais e também à religião.

A Demanda do Santo Graal é a novela mais importante para a literatura portuguesa. Ela retrata as aventuras dos cavaleiros do Rei Artur em busca do cálice sagrado (Santo Graal). Este cálice conteria o sangue recolhido por José de Arimatéia, quando Cristo estava crucificado. Esta busca (demanda) é repleta de simbolismo religioso, e o valoroso cavaleiro Galaaz consegue o cálice.

 Fonte: Grau 10

Mitologia Grega
5 de fevereiro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , ,

Deuses no Olimpo
Introdução
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.
Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.
 Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega. 
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimera : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

O Minotauro 
É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha deCreta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.

Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses gregos :
Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite
 - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon
 - deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Ártemis - deusa da caça e da vida selvagem.
Ares - divindade da guerra.
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas.
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o tempo.
Hermes - mensageiro dos deuses, representava o comércio e as comunicações.
Hefesto - divindade do fogo e do trabalho.

Fonte:  Sua Pesquisa.com

Zeus
Natassia

Vida de um jovem traduzida em um xote
3 de fevereiro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , ,

O Ensino Médio é a fase em que o estudante terá que decidir o que quer seguir de profissão na sua vida. Uma escolha difícil, que pode partir dele mesmo ou de influências diversas (família, escola, dinheiro, etc).


Há uma música, que escutei por acaso, e me fez reparar que eles traduzem um pouco dessa "angústia" que todo jovem passa:

Xote Universitário (Falamansa)

Eu perdi o vestibular de medicina
A minha mãe ficou zangada
E eu nem um pouco
Eu não sei, mas talvez seja muito louco
Aprender a receitar penicilina
Sou nervoso e tenho medo de ver sangue
Minha família quer me ver na cirurgia
Costurando quem vem lá do bang-bang
 Que aparece na tv, pois acontece todo dia

 Pra ter um anel no dedo, um Dr. no nome
Ser um grande homem, feliz e famoso
Mudar, de repente
Meu comportamento tão escandaloso
Casar com a benção da Virgem Maria
Não me envolver nessa má companhia
Que não se penteia,
Frequenta cadeia e lugar perigoso

 Tenho medo da polícia e de bandido
Alergia a político safado
E um irmão que não me sai do pé do ouvido
Dizendo que eu devia estudar pra advogado
Outro diz que se eu fizer engenharia
Mesmo sem ter vocação eu enriqueço
E eu pergunto se este peste gostaria
Que o prédio que eu fizesse lhe caísse na cabeça


 O vídeo abaixo tem a música cantada:


Espero que vocês gostem

  Natassia

Fim de férias
by Natassia in Assuntos: , , , ,

As férias acabaram e o ano de 2012 só está começando....




Natassia

Conceitos semânticos
27 de setembro de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,

Sinonímia


É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes - SINÔNIMOS.
Ex.: Cômico - engraçado
Débil - fraco, frágil
Distante - afastado, remoto

Antonímia

É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários - ANTÔNIMOS.
Ex.: Economizar - gastar
Bem - mal
Bom - ruim

Homonímia

É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica - HOMÔNIMOS.

As homônimas podem ser:

• Homógrafas heterofônicas ( ou homógrafas) - são as palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
Ex.: gosto ( substantivo) - gosto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo gostar)
Conserto ( substantivo) - conserto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo consertar)

• Homófonas heterográficas ( ou homófonas) - são as palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
Ex.: cela (substantivo) - sela ( verbo)
Cessão (substantivo) - sessão (substantivo)
Cerrar (verbo) - serrar ( verbo)

• Homófonas homográficas ( ou homônimos perfeitos) - são as palavras iguais na pronúncia e na escrita.
Ex.: cura (verbo) - cura ( substantivo)
Verão ( verbo) - verão ( substantivo)
Cedo ( verbo ) - cedo (advérbio)



Polissemia

É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados.

Ex.: Ele ocupa um alto posto na empresa.
Abasteci meu carro no posto da esquina.
Os convites eram de graça.
Os fiéis agradecem a graça recebida.


Conotação e Denotação

Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto.
Ex.: Você tem um coração de pedra.

Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original.
Ex.: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas


Nem toda palavra é neutra, de uso geral, de significado único e preciso. Isso se deve à conotação. Vejamos algumas ocorrências relacionadas à conotação.

Termos referencialmente sinônimos mas não efetivamente sinônimos.

Vamos considerar os termos 'música sertaneja' e 'música caipira'. Os dois termos apontam para o mesmo referente mas aparecem nos discursos em distribuição complementar, ou seja, nos contextos em que se usa um não se usa outro.

Isso se deve a impressões e opiniões agregadas a cada termo acerca do referente. Quando se usa 'música caipira', fica subentendido que a música é de má qualidade, de baixa índole, etc. Caso se use 'música sertaneja', subentende-se música de boa qualidade.


Palavras com referente mutável contexto a contexto, receptor a receptor
Vamos analisar a palavra 'burguês'. Para um historiador, o burguês é o morador do burgo que desencadeia a revolução industrial. Para um marxista, burguês é o explorador da sociedade. Para um adepto da contracultura, o burguês é o símbolo da decadência da sociedade de consumo. O referente é o mesmo para todos os emissores, mas cada um deles agrega à palavra diferentes impressões e opiniões.

Palavras ligadas a dados contextos
Certas palavras só são adequadas ou toleráveis em dadas situações, tipos de discurso, ocasiões. Exemplo: o chulo. Os termos considerados chulos só costumam aparecer em contextos informais, pois somente nesses contextos eles são tolerados. Para contextos formais existem equivalentes próprios.

A palavra é típica de um grupo, região, época ou estilo.
Exemplos: gírias, regionalismos e jargões. Os termos que são marca de um grupo ficam impregnados das impressões e opiniões que a comunidade tem sobre ele. Se as gírias, via de regra, são execradas pela comunidade conservadora é porque a comunidade não aceita o grupo que as pratica e não por execração à gíria em si.

Conceito de conotação

As classes de palavras acima citadas têm características de uso próprias em função de opiniões e impressões a ela aderidas, seja dos usuários em relação ao referente que elas simbolizam ou dos usuários em relação ao subgrupo de usuários que as praticam. Este perfil é a conotação da palavra.

Conotação é a resposta a perguntas como: é de uso geral ou restrito a contextos, situações, grupos, épocas, regiões? Que sentido ela assume em dado contexto, para dado grupo? Que juízos, impressões a ela se aderem em função de suas características de uso?

Toda vez que uma palavra conotada é usada em situação alheia ao seu perfil típico de uso o resultado é estranhamento, sensação por parte do receptor de uma inadequação, de que algo está errado no discurso.

Fonte: Elab.LD

Natassia

"Arrufos" românticos
18 de setembro de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,

Arrufos, Belmiro de Almeida (1887)

Este quadro de Belmiro de Almeida é como um folhetim, em que a desavença entre um casal é retratada em todos os seus detalhes, uma espécie de "Aurélia e Seixas emoldurados".
Um pequeno drama de desenrola: uma briga de casal, ou melhor, a cena seguinte a uma discussão e a moça, atirada ao chão, esconde seu rosto, chorando muito. Enquanto ela chora, ele, impassível, permanece sentado na poltrona e comtempla a fumaça de seu charuto. Os detalhes presentes na cena: a rosa, a cama, o quarto.
A cena pintada por Belmiro de Almeida possui contorno definidos, com as figuras desenhadas e as cores harmoniosas com a situação (tons escuros). Assim como em Senhora, de José de Alencar, depois dos arrufos podem aparecer a paz e a reconciliação.


Retirada da apostila Positivo, literatura - 1ª série EM (3º volume)

Natassia

Romantismo
17 de setembro de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,

Introdução


O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.

O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América.
As características principais deste período são : valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.



Artes Plásticas

Nas artes plásticas, o romantismo deixou importantes marcas. Artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugène Delacroix são os maiores representantes da pintura desta fase. Estes artistas representavam a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as emoções e os sentimentos em suas obras de arte. Na Alemanha, podemos destacar as obras místicas de Caspar David Friedrich, enquanto na Inglaterra John Constable traçava obras com forte crítica à urbanização e aos problemas gerados pela Revolução Industrial.


Literatura

Foi através da poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram : amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe, Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destaca-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.



Música

Na música ocorre a valorização da liberdade de expressão, das emoções e a utilização de todos os recursos da orquestra. Os assuntos de cunho popular, folclórico e nacionalista ganham importância nas músicas.

Podemos destacar como músicos deste período: Ludwig van Beethoven (suas últimas obras são consideradas românticas), Franz Schubert, Carl Maria von Weber, Felix Mendelssohn, Frédéric Chopin, Robert Schumann, Hector Berlioz, Franz Liszt e Richard Wagner.



Teatro

Na dramaturgia o romantismo se manifesta valorizando a religiosidade, o individualismo, o cotidiano, a subjetividade e a obra de William Shakespeare. Os dois dramaturgos mais conhecidos desta época foram Goethe e Friedrich von Schiller. Victor Hugo também merece destaque, pois levou várias inovações ao teatro. Em Portugal, podemos destacar o teatro de Almeida Garrett.



O ROMANTISMO NO BRASIL

Em nossa terra, inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy - Revista Brasiliense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza e nas questões sociais e políticas do pais. As obras brasileiras valorizavam o amor sofrido, a religiosidade cristã, a importância de nossa natureza, a formação histórica do nosso pais e o cotidiano popular.



Artes Plásticas

As obras dos pintores brasileiros buscavam valorizar o nacionalismo, retratando fatos históricos importantes. Desta forma, os artistas contribuíam para a formação de uma identidade nacional. As obras principais deste período são : A Batalha do Avaí de Pedro Américo e A Batalha de Guararapes de Victor Meirelles.



Literatura romântica brasileira



Gonçalves Dias - poeta da 1ª geração

No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa fase literária foi composta de três gerações:

1ª Geração - conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes escritores : Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.


2ª Geração - conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultra-romântica. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase : Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.

3ª Geração - conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão no poema Navio Negreiro.


Música Romântica no Brasil

A emoção, o amor e a liberdade de viver são os valores retratados nas músicas desta fase. O nacionalismo, nosso folclore e assuntos populares servem de inspiração para os músicos. O Guarani de Carlos Gomes é a obra musical de maior importância desta época.


Teatro

Assim como na música e na literatura os temas do cotidiano, o individualismo, o nacionalismo e a religiosidade também aparecem na dramaturgia brasileira desta época. Em 1838, é encenada a primeira tragédia de Gonçalves de Magalhães: Antônio José, ou o Poeta e a Inquisição. Também podemos destacar a peça O Noviço de Martins Pena.

Castro Alves - poeta da 3ª geração
Texto retirado do site Sua Pesquisa

Natassia

Canção do Exílio - Paródias
22 de agosto de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,

O poema Canção do Exílio foi parodiado por vários escritores, vejamos alguns exemplos:

Canção do Exílio Facilitada

Lá?
Ah!

Sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...

Cá?
Bah!

José Paulo Paes


Canto de regresso à pátria

Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá

Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra

Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá

Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo

Oswald de Andrade

Nova canção do Exílio

Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.

O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.

Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde tudo é belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)

Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.

Carlos Drummond de Andrade


Hino Nacional Brasileiro

DO QUE A TERRA MAIS GARRIDA,
TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
"NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,"
"NOSSA VIDA"
NO TEU SEIO "MAIS AMORES".

Canção do Exílio - Gonçalves Dias (poema)
14 de agosto de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , ,

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em  cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Canção do Exílio - Gonçalves Dias
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Episódio OS LUSÍADAS e SERMÕES
15 de maio de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , , , ,

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As perguntas sobre estes episódios foram dadas em sala.

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Classicismo em Portugal
by Natassia in Assuntos: , , , , , ,

Enquanto no Brasil estava acontecendo o Quinhentismo, primeiro movimento literário, em Portugal estava acontecendo o Classicismo, movimento literário traçado pela supervalorização do homem e pelo hedonismo (doutrina que considera o prazer individual e imediato como o único bem possível). Para isso, eles retomam a estética, as doutrinas e a temática clássica (dos gregos e romanos antigos).


Os Lusíadas - Luis Vaz de Camões


Publicado em 1572 sob a proteção do Rei D. Sebastião, o poema épico Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, tem como assunto central a viagem de Vasco da Gama às Índias (1497 - 1498). As perigosas viagens por mares nunca dantes navegados, o contato com povos e costumes diferentes, a exaltação do homem-herói (navegador, soldado, aventureiro, cavaleiro e amante) encontram, na euforia antropocêntrica do Renascimento, um instante oportuno para o sentimento heróico e conquistador, não apenas dos portugueses, mas de toda Europa quinhentista.

Obra de cunho enciclopédico, o poema narra, além da descoberta do caminho marítimo para as Índias, as grandes navegações portuguesas, a conquista do Império Português do Oriente e toda a história de Portugal, seus reis, seus heróis e as batalhas que venceram. Paralelamente a essa dupla ação histórica (a viagem de Vasco da Gama e a história de Portugal), desenvolve-se uma importantíssima ação mitológica: a luta que travam os deuses olímpicos (o "maravilhoso pagão"), contrapondo Vênus e Marte (favoráveis aos lusos) a Baco e Netuno (contrários às navegações).

Os Lusíadas são o maior poema da língua portuguesa e a maior expressão de sua excelência literária. Camões soube elaborar uma linguagem suficientemente rica e maleável, elegante e sonora, com que exprimiu tanto os feitos heróicos e altissonantes, como as dolorosas súplicas de Inês de Castro diante de seus algozes ou o desconsolo do eu-poemático diante do "desconcerto do mundo" e da decadência de seu país.

Rota de Os Lusíadas


Canto I- Consílio dos Deuses
O canto I é constituído pela proposição em que o poeta anuncia o que vai cantar, pela invocação de inspiração às ninfas, pela dedicatória do seu poema ao Rei D.Sebastião e pelo Consílio dos Deuses no Olimpo. Neste Consílio os Deuses iam decidir se ajudavam os portugueses a chegar à Índia ou os impediam. Esta reunião era presidida por Júpiter, tendo estado presentes todos os Deuses convocados. Júpiter decide ajudá-los pois considerou que os portugueses, pelos seus feitos passados eram dignos de tal ajuda. Vénus apoia Júpiter pois vê reflectida nos portugueses a força e a coragem do seu filho Eneias. Marte decide também a favor dos portugueses pois sentia-se apaixonado por Vénus. Baco pelo contrário não queria que os portugueses fossem para a Índia com medo de perder a sua fama no Oriente.

Consílio dos deuses


Canto II – A armadilha
O Rei de Mombaça, influenciado por Baco, monta uma armadilha para destruir os portugueses que conseguem escapar graças á ajuda de Vénus e das Nereidas.

Canto III
Neste canto Vasco da Gama conta a história de Portugal ao rei de Melinde.

Episodio: Inês de Castro
A morte de Inês de Castro é um dos mais belos episódios líricos presentes na epopeia.
Na situação inicial apresenta-nos D. Inês que vivia um modo de vida feliz e despreocupado em que recordava constantemente o seu amado, o infante D. Pedro.
Mas o rei (D. Afonso, pai de D. Pedro) para solucionar o problema de seu reino manda matar D. Inês, pois D. Pedro era casado. D. Inês fala com o rei, e pede piedade pelos seus filhos, pois, iriam ficar órfãos. O rei pensa outra vez mas o povo incentiva-o e acaba por mandar matar Inês.
Inês e o poeta acham que a única razão para a sua morte, é ter amado D. Pedro

Canto IV
Vasco da Gama prossegue a narrativa da História de Portugal. Conta agora a história da Batalha de Aljubarrota.

Velho do Restelo
No momento da largada ouve-se a voz de um respeitável velho que sobressai de entre todas as que se tinham feito ouvir até então. Ela representa todos aqueles que se opunham à louca aventura da Índia e preferiam a guerra santa no Norte de África e critica a ambição portuguesa.

Canto: V
Vasco da Gama prossegue a sua narrativa ao Rei de Melinde, contando agora a viagem da armada, de Lisboa a Melinde. É uma narrativa de grande aventura marítima, em que os marinheiros observaram os diversos fenómenos marítimos que ocorrem durante a viagem incluindo a apiração de um monstro

Episódio: O Adamastor
 Apareceu um gigante ao dobrar o Cabo das Tormentas. Era o Adamastor e dizia que aquele mar lhe pertencia e que quem se tinha atrevido a entrar nele tinha morrido.
Depois, Vasco da Gama põe-se de pé e pergunta ao gigante quem era. Chocado o gigante responde-lhe e conta a história da sua vida. Tinha sido transformado num Cabo por Júpiter por amar Thétis.
Um amor que não é correspondido.



Canto VI
Finda a narrativa de Vasco da Gama, a Armada sai de Melinde guiada por um piloto que deverá ensinar-lhe o caminho até Calecut.
Baco, vendo que os portugueses estão prestes a chegar à Índia, resolve pedir ajuda a Neptuno, que convoca um Consílio dos Deuses Marinhos cuja decisão é apoiar Baco e soltar os ventos para fazer afundar a Armada

Episódio: Tempestade
Decorria o “Consílio dos Deuses Marinhos”, quando a armada portuguesa, foi interceptada por uma tempestade proveniente dos ventos que Eolo soltara por ordem dos deuses.
É este um episódio simbólico em que se entrelaçam os planos da viagem e dos deuses, portanto a realidade e a fantasia.
Esta tempestade é o último dos perigos que a armada lusitana teve que enfrentar para chegar ao Oriente, e Camões descreve-a de uma forma bastantes realista, tanto relativamente à natureza, quando refere a fúria desta (relâmpagos, raios, trovões, ventos), como relativamente ao sentimento de aflição sentido por parte dos marinheiros.
Mais uma vez, Vénus ajuda os Portugueses a atingir o seu objectivo, visto que os considera um povo semelhante ao seu amado povo latino.

Canto VII
A armada chega a Calecut. Os primeiros contactos entre portugueses e indianos, foram feitos através de um mensageiro enviado por Vasco da Gama a anunciarem a sua chegada. O mouro Monçaide visita a nau de Vasco da Gama e descreve o Malabar, após o que o Capitão e os outros nobres portugueses desembarcaram e são recebidos pelo Catual e depois pelo Samorim. O Catual visita a Armada e pede a Paulo da Gama que lhe explique o significado das figuras das bandeiras portuguesas. O poeta invoca as Ninfas do Tejo e do Mondego, ao mesmo tempo que critica duramente os opressores e exploradores do povo.

Canto VIII
Baco intervêm de novo aparecendo em sonhos a um sacerdote instigando-o contra os portugueses, Vasco da Gama consegue partir mas sem as fazendas que traziam. Inicia-se a viagem de volta a Portugal. Segue-se o episódio da Ilha dos Amores; Vénus e Cupido preparam uma recepção aos portugueses para compensar-lhes os sofrimentos.

Canto IX
Após vencerem algumas dificuldades, os Portugueses saem de Calecut, iniciando a viagem de regresso à Pátria. Vénus decide preparar uma recompensa para os marinheiros, fazendo-os chegar à Ilha dos Amores. Para isso, manda o seu filho Cupido desfechar setas sobre as ninfas, que feridas de Amor e pela sua Deusa instruídas, receberão apaixonadas os Portugueses. A Armada avista a Ilha dos Amores, e quando os marinheiros desembarcam para caçar, vêem as Ninfas que se deixam perseguir e depois seduzir. Thetis explica a Vasco da Gama a razão daquele encontro, referindo as futuras glórias que lhe serão dadas a conhecer. Após a explicação da simbologia da Ilha, o poeta termina, tecendo considerações sobre a forma de alcançar a Fama.

Canto X
As Ninfas oferecem um banquete aos portugueses. Após uma invocação do poeta a Calíope, uma ninfa faz profecias sobre as futuras vitórias dos portugueses no Oriente. Tétis conduz Vasco da Gama ao cume de um monte para lhe mostrar a Máquina do Mundo e indicar nela os lugares onde chegará o império português. Os portugueses despedem-se e regressam a Portugal.
O poeta termina, lamentando-se pelo seu destino infeliz de poeta incompreendido por aqueles a quem canta e exortando o Rei D. Sebastião a continuar a glória dos Portugueses.

Texto retirado dos sites Nota Positiva e VestiWeb

Natassia

Dom Casmurro - Machado de Assis
9 de maio de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , ,


Se você ler essa obra de Machado de Assis com atenção, verá que Bentinho (apelidado de "casmurro", de velho, viúvo e calado) decide contar sua história desde a infância para compreender algo mais do que o suposto adultério de sua mulher: ele quer saber se ela sempre foi como ele a via depois do casamento: falsa e dissimulada. Enquanto Bentinho narra seus amores, ele manipula nossas opiniões, pois vai dando pistas de que ela poderia mesmo tê-lo traído e ter tido um filho com o melhor amigo dele.

Mas fique esperto: é a voz dele, rico e bem-sucedido advogado, que você lê. Capitu não está mais lá no seu "julgamento" para se defender. Ela já havia morrido. E ele precisa entender o que houve com seu amor e seu casamento. Ele é, se não nos deixamos enganar e o lermos melhor, um homem conservador, patriarcal, inseguro (filho único de D. Glória, viúva rica). Inseguro e mimado desde menino, só soube, por exemplo, que gostava de Capitu quando ouve, aos quatorze anos, atrás da porta, uma conversa de José Dias, o agregado da família com sua mãe.

Leva um susto, pois descobre o amor pela voz de outra pessoa. Crescido, depois de conseguir se livrar do seminário a que estava destinado por promessa de sua mãe (leia a "negociação" que fizeram com Deus...é deliciosa), casa-se com Capitu. E pouco depois do nascimento do filho começam os ciúmes.

Tema de Dom Casmurro

Do romance "Dom Casmurro", pode-se dizer que o tema é mais o ciúme que o adultério. Por que a questão central não é o adultério? Porque não sabemos (nem saberemos) se Capitu o traiu. Machado escreve o romance com total ambiguidade, dando sinais de que de fato a mulher poderia ter traído o marido, mas este, contando sua própria história e sendo tão frágil, também pode ser um psicótico. Esse romance é o resultado de um exercício de escrita fabuloso, pois até hoje discute-se a força dos argumentos do narrador de "Dom Casmurro".

Contos de Machado de Assis

Mas por falar em adultério, muitos são os contos que falam dele: "Missa do Galo", "Singular Ocorrência", "Noite de Almirante", "A Cartomante", "Último Capítulo". Nm deles, o marido trai a mulher com sua melhor amiga - chama-se A Senhora do Galvão. A esposa recebe muitas cartas anônimas, mas como não quer perder a vida confortável que tem, rasga-as todas. O escritor anônimo fica furioso, por não poder sequer usufruir da vaidade de ter sido moralista... Vale a pena ler.

A vaidade acompanha muitas obras de Machado de Assis: desde o romance "Brás Cubas" até o último, "Memorial de Aires", sempre há os vaidosos e os exibicionistas. Crueldade disfarçada? Leia o conto "Pai contra mãe".

E, para ver como o homem é um ser contraditório, não deixe de lado o conto "A igreja do diabo": depois de tanto esforço, cansado de ser humilhado o diabo contruiu sua igreja. E não é que os adeptos, que eram muitos e muitos começaram a praticar boas ações às escondidas? Essa nem o diabo aguentou...

Ler Machado de Assis é muito mais do que uma obrigação; é um modo de compreender melhor a sociedade na qual vivemos e da qual usufruímos. Valores éticos e morais muitas vezes são relativizados. E foi essa máscara que Machado de Assis levantou com destreza, bom humor e ceticismo.

Boa leitura!

Escrito por Márcia Lígia Guidin, disponível no site do UOL EDUCAÇÃO

Natassia

História da Literatura Brasileira - fotos
22 de abril de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,

Quinhentismo - Literatura de Informação 

O quadro "A primeira missa no Brasil", de Victor Meirelles (1832-1903), retrata, segundo a imaginação do autor, um dos fatos descritos por Pero Vaz de Caminha em sua carta ao rei de Portugal. A carta de Caminha marca o início da literatura brasileira, período em que vários navegantes escreveram sobre as terras recém-descobertas. Mais


Barroco
A imagem é uma composição do retrato do Padre Vieira - um dos principais representantes da literatura barroca - e da folha de rosto da primeira edição de seus sermões, obra que tornaria Vieira imortal, não apenas como pregador, mas principalmente como autor da língua portuguesa. Mais


Arcadismo - Neoclassicismo

O período do ciclo do ouro fez surgir no Brasil uma confluência de estilos artísticos. Na pintura e na arquitetura, o Barroco predominava (como se vê na imagem, no teto da igreja de São Francisco, em Ouro Preto, pintado por Mestre Ataíde). Na literatura, sob influência dos iluministas, nascia o Arcadismo (ou Neoclassicismo. Mais


Romantismo

Um dos temas mais caros ao Romantismo brasileiro: o índio, que é concebido como um símbolo do país. A tela é Iracema, de José Maria de Medeiros. O romantismo no Brasil encontrou no "mito do bom selvagem" uma maneira de enaltecer a cultura nacional. A produção com temática indígena ficou conhecida como "romance indianista". Mais 


Realismo

O paulista Almeida Júnior (1850-1899) é um dos pintores do Realismo brasileiro, movimento artístico que procurou retratar a realidade, sem qualquer idealização. "O Descanso do Modelo" (acima) é um óleo sobre tela, realizado pelo artista em 1882. A obra integra o acervo do Museu Nacional de Belas Artes (RJ). Mais


Naturalismo

O francês Émile Zola foi o grande modelo dos escritores naturalistas em todo o mundo. Além de romancista, Zola se destacou como polemista, ao escrever a carta "J'accuse..!", em que se manifesta sobre o caso Dreyfus, que abalou a França no final do século 19, com a injusta condenação de um militar do país por um suposto ato de traição à pátria. Mais


Parnasianismo

O quadro "Apolo e as Musas no Parnaso, de Nicolas Poussin, apresenta o cenário mitológico em que vivia o deus da luz e da beleza, cercado pelas deusas da literatura e da arte. O monte Parnaso, que existe de fato e se eleva a 2.400 metros de altitude, no centro da Grécia, foi tradicionalmente associado à poesia no mundo todo. Mais


Simbolismo

Filho de escravos, Cruz e Sousa, a maior expressão do Simbolismo no Brasil, participou do movimento abolicionista. Parte de sua obra poética, de caráter subjetivista, traduz justamente a angústia existencial do negro. A gravura de Rugendas e os anúncios de escravos fugidos (acima) refletem as agruras da vida sob a escravidão. Mais


Pré-Modernismo
A capa da revista "O Malho" refere-se à citação de Rui Barbosa ao personagem Jeca Tatu, do escritor Monteiro Lobato. Com ele, o autor de "Urupês" e "Cidades Mortas" denunciava o atraso em que vivia o sertanejo brasileiro. O Pré-Modernismo, período a que pertence Lobato, caracteriza-se pela denúncia de problemas sociais do país. Mais


Modernismo

Na contracapa da revista modernista "Klaxon" - em que colaboraram Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Oswald de Andrade -, o anúncio de uma fictícia Fábrica Internacional de Sonetos, Baladas e Quadrinhas é uma sátira à poesia convencional feita de acordo com rígidos padrões de métrica, ritmo, estrofação e rima. Mais

Álbum publicado no site UOL no dia 16.10.09
Retirado do blog Papo de Magistra

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Linguagem Literária e Linguagem não Literária
8 de abril de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , ,



Linguagem é a expressão do pensamento por meio de palavras. É qualquer meio de exprimir o que se sente ou pensa. É conjunto de sinais, visuais ou fonéticos, através dos quais se estabelece a comunicação.

E o que é linguagem literária?
A linguagem literária é caracterizada por múltiplos significados que uma palavra pode assumir em um texto, muitas vezes utilizada com um sentido diferente daquele que lhe é comum.

Exemplos: o conto, o poema, o romance, novelas, crônicas.

A linguagem não-literária é a utilizada com o seu sentido comum, aquilo que as palavras ou as coisas querem dizer. É a linguagem dos textos informativos, jornalísticos, científicos, técnicos etc.


Retirado do site Amigos do Livro

Natassia

O Auto da Barca do Inferno
by Natassia in Assuntos: , , , , , , ,



- Escrita por Gil Vicente, em Portugal, apresentada pela primeira vez em 1517.
- Gil Vicente foi o pioneiro no teatro em língua portuguesa.
- “Auto da Moralidade” – Classificado por Gil, pois julga os valores de todos os tipos sociais (personagens) antes de ir embarcar rumo ao céu (barca da Glória) ou ao inferno (barca do Diabo)
- Escrita em tom coloquial (próximo à fala da época).
- Tipos: personagens (com exceção do Anjo, o Diabo e seu companheiro) são representações de pessoas típicas da sociedade da época, sem nomes e identidade definidos.

Personagens:

Anjo: figura estática se contrapõe à alegria e ironia do Diabo.
Diabo: Conhece muito bem casa um dos personagens que serão julgados, revelando o que cada um tenta esconder. É o centro das atenções e domina a peça.
Fidalgo: Primeira alma a ir ao julgamento. Vem vestido elegantemente e acompanhado de um pajem – simboliza status. Representante da nobreza é condenado à barca do inferno por ter levado uma vida tirana cheia de luxo e pecados. Arrogante, zomba do Diabo e de seu julgamento.
Onzeneiro (Agiota – quem cobra os impostos). É ambicioso. Condenado pela ganância e avareza.
Parvo (o bobo, mas nem tanto): Pobre, chega desprovido de bens materiais. Ao perceber que o Diabo tenta levá-lo para sua barca, o Parvo xinga o diabo e vai até a barca da glória, lá diz ser ninguém e por causa da sua humildade e modéstia, vai ao céu.
Sapateiro: Leva suas ferramentas. É condenado ao inferno por roubar o povo com seu ofício e por sua falsidade religiosa.
Frade: Chega acompanhado pela amante. Não aceita a sua condenação facilmente, por representar a Igreja. Mas acaba indo ao inferno por seu falso moralismo religioso.
Brísida Vaz: Alcoviteira e feiticeira chega carregada de jóias e outras coisas. Mas é condenada por prática à feitiçaria e prostituição.
Judeu: Acompanhado de seu bode. Tenta subornar o diabo, que não o aceita, então procura a barca do céu, mas o Parvo o impede, alegando que em vida desrespeitou o Cristianismo.  Para o Judeu não ficar vagando pelo porto, o Diabo o leva.
Corregedor (Juiz): Leva consigo vários processos. Condenado ao inferno por usar o poder em benefício próprio.
Enforcado: traz a corda usada em seu enforcamento. Acredita que a condenação à morte na forca redime dos seus pecados. É condenado ao inferno por corrupção nos meios burocráticos.
Quatro Cavaleiros: mortos pelas cruzadas em defesa do Cristianismo. O fato de morrer pelo triunfo do Cristianismo garante a esses personagens uma espécie de passaporte para a glorificação.

Obra disponível para dowload no site Domínio Público. Para baixar, clique aqui.

Esta obra está na lista de livros para a FUVEST 2012


Gil Vicente

Natassia

Veja como a Literatura aparece no vestibular
4 de abril de 2011 by Natassia in Assuntos: , , , , ,

As questões de Literatura procuram avaliar conteúdos específicos
 das obras, exigindo efetiva experiência de leitura
Mesmo com os livros obrigatórios listados em cada vestibular, a verdade é que é difícil adivinhar que livros e autores estarão nas provas de todo o país. Dácio Antônio de Castro, supervisor de português do cursinho paulista Anglo, deixa sua dica: "As questões procuram avaliar conteúdos específicos das obras, exigindo efetiva experiência de leitura e, sobretudo, reflexão crítica sobre os temas evocados. São ainda frequentes questões intertextuais: relação de textos entre diferentes autores", diz.
 
A equipe de literatura do curso pré-vestibular destaca que os movimentos literários no Brasil e em Portugal merecem atenção dos vestibulandos. Segundo os professores, os candidatos estarão bem preparados se souberem dominar os traços estéticos e ideológicos de cada movimento literário, seus respectivos contextos histórico-culturais e os autores mais representativos de cada época literária e suas marcas estilísticas.
 
Os professores de literatura do Anglo apostam em oito autores como questão certa dentro dos movimentos literários. São eles: Manuel Antônio de Almeida e José de Alencar, no Romantismo; Eça de Queirós e Machado de Assis, no Realismo; e Fernando Pessoa, Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa, no Modernismo.
 
Além disso, alguns vestibulares definem previamente as obras para leitura. Segundo Castro, os textos selecionados também oferecem suporte para excelentes questões de gramática e de texto. Os estudantes devem se centrar na compreensão do enredo de cada obra, nos procedimentos construtivos das obras, nos aspectos semânticos do texto e no estilo particular dos gêneros de cada livro.

Retirado do site Terra Educação

Natassia