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As verdadeiras histórias dos filmes da Disney!
17 de agosto de 2013 by Natassia in Assuntos: , , , ,

Os contos de fadas representados em filmes da Disney são até hoje os preferidos de crianças (e até adultos) que cresceram conhecendo e acompanhando essas histórias. Caracterizados por personagens que sofrem ou passam por algum obstáculo até chegarem ao final feliz, eles são originários de contos da Europa do século XIX.
Só que esses contos de fadas não foram criados originalmente do jeito que conhecemos hoje. Não é possível saber exatamente de onde vêm essas histórias - muitas devem ter origens em fatos reais, mas, como eram passadas no "boca a boca", de geração para geração, tiveram registros e detalhes perdidos no tempo.
Porém, alguns dos contos mais famosos têm versões originais publicadas por alguns autores, que posteriormente foram modificadas por outros escritores e finalmente adaptadas pela Disney. Conheça as "verdadeiras" histórias de sete filmes famosos da Disney:

Cinderela
Qual é a história original? Cinderela vivia com seus pais até que a mãe adoece. Em seu leito de morte, ela diz à filha para plantar uma árvore em seu túmulo, e, sempre que precisasse de algo, fosse chacoalhar a árvore. Cinderela obecedeu e regou a árvore com suas lágrimas.
O pai se casou novamente e Cinderela ganhou uma madrasta e duas irmãs más. Um dia, o rei anunciou não um, mas três bailes. No primeiro baile, Cinderela não pode ir porque tinha que separar lentilhas. Dois pássaros se ofereceram para ajudá-la, mas não deu tempo. No segundo dia, ela tinha que separar sementes. Os pássaros voltaram para ajudá-la e a aconselharam a ir chacoalhar a árvore. Ela foi e ganhou um vestido prata e acessórios! Quando voltou para casa, uma carruagem a esperava.
No baile, o príncipe dançou com ela e se apaixonou. Cinderela saiu correndo e voltou para casa antes da meia noite. No terceiro baile, ela devia separar ervilhas novamente, e novamente ela teve ajuda dos pássaros e de sua mãe. A árvore lhe deu um vestido dourado e sapinhos de ouro! O príncipe, dessa vez, a esperava na escadaria e se mostrou interessado. Mas Cinderela perdeu a hora e teve que sair correndo, perdendo seu sapatinho. Ela também perdeu a carona e ficou no meio da rua com sua roupa surrada.
No dia seguinte, o príncipe começou a procurar a dona do sapatinho. Na casa de Cinderela, a madrasta mandou que as irmãs dela cortassem os pés para que o sapato coubesse! A irmã mais velha cortou os calcanhares, mas os pássaros denunciaram que havia sangue no sapato. A mais nova cortou os dedos, e os pássaros denunciaram também. Finalmente, Cinderela colocou o sapato e o príncipe a reconheceu. No casamento deles, as irmãs invejosas têm seus olhos bicados pelos pássaros e ficam cegas.
Qual é a origem da história? A história da Cinderela é muito antiga - tem uma versão grega de antes de Cristo e até registros na China no século IX. Existem muitas versões (por exemplo, uma em que o próprio pai quer casar-se com ela e uma em que Cinderela faz um pacto com o diabo). A versão acima é dos Irmãos Grimm, e a versão usada pela Disney (no filme de 1950) é de Charles Perrault.
A Bela e a Fera
Qual é a história original? Bela tem duas irmãs e três irmãos. Quando o pai viaja, as irmãs pedem que ele traga coisas caras, mas Bela pede apenas uma rosa vermelha. Ele entra em um castelo, rouba uma rosa e Fera aparece. Furioso, ele diz que só perdoará o homem se ele lhe trouxer uma de suas filhas.
Bela vai para o castelo de Fera e acha que será devorada, mas ele a trata como uma princesa e ainda deixa seu pai levar dois baús cheios de riquezas. Toda noite ele a pede em casamento e ela recusa. Um dia, Bela pede para visitar seu pai. Fera concorda, desde que ela volte em até dois meses, caso contrário ele morrerá. Em sua casa, ela sonha que a Fera está morrendo e volta imediatamente ao castelo. Quando chega, vê que ela realmente estava morrendo e diz que a ama. Fera acorda, pede Bela em casamento e, dessa vez, ela aceita. Nesse momento, a Fera se transforma em um lindo príncipe.
Qual é a origem da história? É de autoria de Andrew Lang e foi escrita em 1889. A versão da Disney (do filme de 1991) muda alguns detalhes e incorpora objetos mágicos na história. Há ainda outra versão em que a Fera tem a imagem de uma cobra.

A Bela Adormecida
Qual é a história original? A princesa, que se chama Tália, morre imediatamente depois que uma farpa de linho entra sob sua unha. Seu pai, o rei, a coloca em uma cadeira no palácio e vai embora para sempre, para esquecer a dor. O tempo passa e outro rei que andava por ali vê Tália e se apaixona por ela. Ele não consegue acordá-la e a estupra! Nove meses depois, nascem gêmeos, e Tália continua adormecida. Um dos gêmeos, sem conseguir achar o seio da mãe para mamar, acaba sugando seu dedo, retirando a farpa e acordando a princesa.
Algum tempo depois, o rei volta a ver sua amada. A esposa dele descobre e manda cozinhar os filhos bastardos, mas o cozinheiro coloca carne de cabrito no lugar. A rainha ainda tenta jogar Tália ao fogo, só que o rei lança a própria esposa no lugar dela. Assim, Tália, o rei e os gêmeos vivem felizes para sempre.
Qual é a origem da história? A primeira versão foi um conto de Giambattista Basile, chamado "Sol, Lua e Tália". Esse conto foi o que inspirou Charles Perrault a escrever a história que você leu acima, chamada "A Bela Adormecida". O conto de Perrault foi o que inspirou os Irmãos Grimm a criar a história que conhecemos pelo filme da Disney, lançado em 1959. E o nome Aurora foi invenção de Tchaikovsky, que compôs o balé de A Bela Adormecida em 1888 (Aurora era o nome de sua mãe).

Pequena Sereia
Qual é a história original? A Pequena Sereia é a mais nova das seis filhas do Rei dos Mares. Quando elas completam 15 anos, são autorizadas a ir à superfície. Lá, ela se apaixona por um príncipe e o salva quando o navio em que ele estava afunda.
Ariel procura a bruxa do mar porque quer ganhar pernas. A bruxa diz que pode fazer esse feitiço, mas terá efeitos colaterais: ela perderá a voz, sentirá dor como se estivesse pisando em facas e, se o príncipe não se casar com ela, Ariel se transformará em espuma do mar.
Depois do feitiço, ela encontra o príncipe. Só que ele passa a ter um amor fraternal por ela, não um amor apaixonado. Ele confunde uma princesa de um reino próximo com a mulher que o salvou e se casa com ela. As irmãs da sereia dão seus cabelos para a bruxa para tentar salvar Ariel. Em troca, ela dá uma faca que, se cravada no coração do príncipe, faz com que Ariel volte a ser uma sereia de novo. Mas ela não tem coragem de matá-lo e termina como espuma do mar.
Qual é a origem da história? Foi escrita por Hans Christian Andersen em 1837. É a mesma versão usada pelo filme da Disney (1989), que apenas fez modificações.

Branca de Neve
Qual é a história original? Branca de Neve tem 7 anos quando a madrasta, com inveja de sua beleza, manda que o caçador a leve para a floresta e a mate. Mas ele fica com dó, deixa a garota fugir e leva órgãos de um javali para que a madrasta pense que ela está morta.
Branca de Neve encontra a casa dos sete anões e eles deixam que ela fique lá, desde que lave, passe, arrume e limpe a casa. O tempo passa e a madrasta descobre que Branca de Neve continua viva. Então, ela faz três tentativas de matar a garota: a primeira, com um corpete de seda amarrado bem forte. A segunda, com um pente de cabelo envenenado. E a terceira, com uma maçã envenenada, finalmente funciona.
Os anões não têm coragem de enterrar Branca de Neve e fazem uma cripta de vidro para ela. Um príncipe que passava por lá viu a cripta e quis comprá-la. Os anões não quiseram vender, mas, vendo que o príncipe gostou tanto de Branca, ficaram com pena e deram para ele. Quando os empregados dele carregavam a cripta, deixaram que ela caísse. Na queda, Branca de Neve cospe o pedaço de maçã que estava engasgado e volta à vida.
A madrasta má é convidada para o casamento, sem saber que a noiva é Branca de Neve. Ela pergunta sobre sua beleza ao espelho e descobre que Branca ainda está viva, mas decide ir à festa mesmo assim. Lá, os anões colocam um par de sapato na brasa e depois vestem na madrasta, que é obrigada a dançar até a morte.
Qual é a origem da história? Quem escreveu a história foram os Irmãos Grimm, mas eles se inspiraram na história que ouviram de duas irmãs, Jeannette e Amalie Hassenpflug. O filme da Disney, de 1937, faz algumas adaptações, mas mantém os pontos principais.

Rapunzel
Qual é a história original? Rapunzel era o nome de uma planta, e a mãe dela teve desejo desse vegetal na gravidez. O pai entrou em um jardim proibido para procurar a planta, só que uma bruxa má o encontrou. para deixá-lo ir embora, ela exigiu que, em troca, ele lhe entregasse sua filha.
A bruxa dá à criança o nome de Rapunzel e a cria muito bem até os 12 anos. Quando chega a essa idade, ela é levada para uma torre. O cabelo de Rapunzel, que nunca tinha sido cortado e estava sempre trançado, servia para que a bruxa conseguisse subir. Ela gritava "'Jogue suas tranças de ouro Rapunzel" e a menina obedecia.
Um dia, um príncipe ouve Rapunzel cantando e fica apaixonado. Ele faz exatamente igual a bruxa para subir à torre. Eles se apaixonam e começam a se encontrar. A garota acaba engravidando e a bruxa descobre. Como castigo, ela corta as tranças de Rapunzel, a expulsa da torre e a larga sozinha em um deserto. Quanto ao príncipe, a bruxa joga as tranças de sua amada para que ele suba, e, quando ele consegue, ela o atira do alto da torre. O príncipe cai em um espinheiro, fura os olhos e fica cego.
Mesmo assim, o príncipe e Rapunzel acabam se encontrando, pois ele é guiado pela música que ela canta. As lágrimas de Rapunzel curam a cegueira do príncipe e eles vivem felizes para sempre longe da bruxa.
Qual é a origem da história? A história acima foi escrita por Charlotte-Rose de Caumont de La Force e publicada em 1698. Os Irmãos Grimm fizeram a versão mais conhecida em 1812. A Disney fez suas adaptações e lançou a história de Rapunzel no cinema como "Enrolados" (2010).

Os Três Porquinhos

Qual é a história original? A história dos três porquinhos que constroem casas diferentes é mantida. A diferença é que, nessa versão, o lobo come os dois primeiros porquinhos. Quando o lobo invade a casa do terceiro porquinho, pela chaminé, ele cai em um caldeirão com água fervendo e morre. O pouquinho sobrevivente cozinha o lobo e o faz de jantar.
Qual é a origem da história? Sabe-se apenas que foi escrita em 1890 por Joseph Jacobs. O filme da Disney data de 1933.


18 de abril, aniversário de Monteiro Lobato
18 de abril de 2013 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,

Assaltaram a Gramática - Os Paralamas do Sucesso
15 de dezembro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,

Assaltaram a gramática

Assassinaram a lógica
Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia
Sequestraram a fonética
Violentaram a métrica
Meteram poesia onde devia e não devia
Lá vem o poeta com sua coroa de louro
Agrião, pimentão, boldo
O poeta é a pimenta do planeta
(Malagueta!)


Aos 89, Lygia Fagundes Telles diz que escreve todo dia
23 de novembro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,



É quinta-feira, passa um pouco das seis horas da tarde e imortais da Academia Paulista de Letras estão reunidos para o seu chá semanal no Largo do Arouche, região central de São Paulo. Na ponta da grande mesa do salão onde são feitas as refeições, a escritora Lygia Fagundes Telles belisca acepipes e discute o atual estado das coisas com colegas de imortalidade como a autora Anna Maria Martins, o maestro Júlio Medaglia e o médico Raul Cutait.
“Está aumentando enormemente o número de drogados, de cocainômanos. É uma fuga da realidade”, lamenta. “Precisamos de creches, o Chalita vai resolver isso”, diz, indicando a sua preferência eleitoral. Espera-se, aliás, que ela não seja tão fã do escritor como do candidato, que parece entusiasmá-la.
É preciso dizer, num aparte, que a conversa fez uma grande curva até chegar aí. A partir de uma pergunta da reportagem, interessada em saber se a APL tinha algum projeto para promover a profissionalização da atividade de escritor, os imortais passaram a falar da proposta que levou alguns deles a dar palestras em escolas da rede pública, e daí à situação difícil da periferia e, depois, ao estado social e cultural do país.
“O que me dói é que na lista dos livros mais vendidos não tem um brasileiro”, continuou Lygia, que se absteve de fazer comentários quando disseram que Paulo Coelho estava lá.
Aos 89 anos, frequentar a APL não é a única ação ligada à literatura feita por Lygia, imortal também pela Academia Brasileira de Letras (ABL). A escritora, que não lança um livro inédito há cinco anos, diz que segue escrevendo diariamente. Sobre um possível novo livro, porém, faz suspense. Podem vir contos? “Quem sabe um romance”, responde, evasiva.
Fonte próxima a ela, no entanto, acredita que não se verá um inédito de Lygia. Procurada, a Companhia das Letras, que adquiriu o passe da escritora em 2008 e vem republicando toda a sua obra, diz que não há nenhum projeto em discussão com a editora. O último título inédito de Lygia foi a reunião de contos Conspiração de Nuvens, lançada pela Rocco em 2007.
Maria Carolina Maia

Clarice Lispector
14 de novembro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,

Clarice Lispector e "A paixão segundo GH"
4 de setembro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,



Clarice Lispector é caso único na literatura brasileira. Nascida em 1920, em Tchetchelnik, Ucrânia, e falecida em 1977, no Rio, é o exemplo maior do chamado romance existencial ou introspectivo. A sua bibliografia, acompanhada cronologicamente, prepara pouco a pouco o leitor para o tumultuoso romance que publicaria em 1964. 

Seu primeiro livro, Perto do Coração Selvagem, escrito em 1943, foi recusado pela editora José Olympio, mas acabou sendo publicado no ano seguinte pela A Noite. O crítico Álvaro Lins considerou a obra "dentro do espírito e da técnica de Joyce e Virginia Woolf". O reconhecimento literário se efetivou com A Maçã no Escuro (1961). Outros romances ainda teriam boa receptividade, como Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (1969) e o célebre A Hora da Estrela (1977), cuja protagonista, a nordestina Macabéa, se tornaria personagem antológica. 

Em A Paixão Segundo G.H., o enredo trata de uma mulher, identificada apenas pelas iniciais G.H., que - depois de demitir a empregada e tentar limpar o quarto desta - relata a perda da individualidade após ter esmagado uma barata na porta de um guarda-roupa. 
No dia seguinte, ela narra a própria impotência de descrever o episódio. A história se organiza em capítulos de seqüência sistemática - cada um começa com a mesma frase que serve de fechamento ao anterior. A interrupção, assim, é elemento de continuidade, numa representação simbólica do que é a experiência de G.H. 

Assim como em outras obras de Clarice, em A Paixão Segundo G.H. os fluxos de consciência permeiam o livro. Espécie de romance-enigma, fornece o lugar de sujeito à linguagem, que constrói ao redor de si um labirinto cuja saída está na essência do ser: trata-se de um longo monólogo em primeira pessoa, que se dá pelo que a professora Emília Amaral, autora de um estudo sobre o livro, chamou de "jorro turbilhante e ininterrupto de linguagem". Um paradoxo, como muitos dos que permeiam a obra da escritora: as palavras são, ao mesmo tempo, o que afasta o ser de sua essência, mas, ao mesmo tempo, constitui a chave para atingi-la. Segundo a professora da USP Nádia Gotlib, "é o exercício de linguagem como instrumento possível de se tocar no ponto que não é tocável, de se atingir o segredo: desenterrar o pior e o melhor de nossa condição humana, que já não é nem mais humana". Assim, a literatura de Clarice assume uma estatura filosófica, aproximando-se, na visão de alguns, do existencialismo de Jean-Paul Sartre. Diz a epígrafe da obra, de Bernard Berenson: "Uma vida plena pode ser aquela que alcance uma identificação tão completa com o não-eu que não haja nenhum eu para morrer". 

Sem nome, G.H. identifica-se com todos os seres. Sua experiência, para o professor Benedito Nunes, é multívoca. Entre suas vias possíveis está a mística, aberta a múltiplos temas, como a linguagem e a arte, que se fundem na busca espiritual. 
O momento maior de revelação se dá na cena mais famosa do romance. A barata, após perder sua casca, expele a secreção branca que aparece como sua última essência. G.H., então, a come. Estaria aí a renúncia que a personagem faz a seu próprio ser como linguagem, que, logo após o ato, entrega-se ao silêncio. 

Trechos do livro: 

"De nascer até morrer é o que eu me chamo de humana, e nunca propriamente morrerei. Mas esta não é a eternidade, é a danação. Como é luxuoso este silêncio. É acumulado de séculos. É um silêncio de barata que olha." 

"Pois o que realmente eu soube é que chegara o momento não só de ter entendido que eu não devia mais transcender, mas chegara o instante de realmente não transcender mais. E de ter já o que anteriormente eu pensava que devia ser para amanhã." 

"A desistência é uma revelação. Desisto, e terei sido a pessoa humana - e só no pior da minha condição que esta é assumida como meu destino." 

"Enquanto escrever e falar vou ter que fingir que alguém está segurando a minha mão. Oh, pelo menos no começo, só no começo. Logo que puder dispensá-la irei sozinha. Por enquanto preciso segurar esta tua mão - mesmo que não consiga inventar teu rosto e teus olhos e tua boca." 

"Um passo antes do clímax, um passo antes da revolução, um passo antes do que se chama amor. Um passo antes de minha vida - que, por uma espécie de forte ímã ao contrário, eu não transformava em vida; e também por uma vontade de ordem. Há um mau-gosto na desordem de viver." 

"Quem vive totalmente está vivendo para os outros, quem vive a própria largueza está fazendo uma dádiva, mesmo que sua vida se passe dentro da incomunicabilidade de uma cela."

Fonte: Educar para crescer


Nossa dor não advém das coisas vividas
17 de agosto de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , ,

Definitivo


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drumond de Andrade


100 anos de Jorge Amado
12 de agosto de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , , ,


O escritor Jorge Amado completaria 100 anos no dia 10/08. A data também lembra a colossal obra do baiano, que se mantém viva e atual até hoje.

HÁ CEM ANOS NASCIA JORGE AMADO


Jorge Amado escreveu mais de 30 romances, traduzidos para 49 idiomas. Foi militante comunista até se afastar da ideologia devido às atrocidades stalinistas, porém manteve em sua obra a crítica a desigualdades sociais. Seus livros foram censurados, banidos e até queimados nas ruas e depois aclamados nas salas de aula e na Academia Brasileira de Letras, onde Amado ingressou em 1961.

O escritor colocou em primeiro plano personagens femininas fortes, sensuais e contestadoras. Trouxe uma literatura sensorial - repleta de cheiros e sabores - aliada a um olhar afiado para os costumes regionais. A força de sua obra extrapolou a literatura para se tornarem alguns dos maiores sucessos da cinema e teledramaturgia nacional.

Ele exacerbou em sua obra a miscigenação e o sincretismo religioso, o que ajudou para que em 1959 recebesse um dos mais altos títulos do candomblé. Apesar das inúmeras premiações que recebeu, Jorge Amado dizia que se orgulhava mais das do candomblé.


Foto 4 de 10 - Dez livros para entender Jorge Amado Arte/UOL
A Companhia das Letras começou a publicar as obras de Jorge Amado em 2009 e já lançou quase 40 títulos do autor. “Capitães de Areia” acabou se tornando um dos cinco livros mais vendidos da editora, ultrapassando a marca dos 600 mil exemplares.

A editora planeja mais dois lançamentos ainda para agosto deste ano. “Bahia de Todos os Santos” é uma espécie de guia de Salvador pelos olhos de Amado. Escrito originalmente em 1944, ele foi sendo atualizado ao longo dos anos conforme a cidade se modificava até uma última versão em 1986. Já “Toda a Saudade do Mundo” reúne correspondências entre Amado e sua esposa, a escritora Zélia Gattai.
“Humilde e humano”

Se o escritor deixa saudade em milhões impactados por sua obra, quem mais sente falta são os amigos, como o ator e amigo de Jorge Amado Cláudio Cavalcanti, que viveu João Magalhães na adaptação de 1981 de “Terras do Sem-Fim”.

“Como todo homem da minha geração, a paixão com Jorge Amado começou com ‘Capitães da Areia’. Depois li quase todos os livros dele”, disse Cavalcanti ao UOL. “Depois tive o prazer de me tornar amigo dele. Ele era ao mesmo tempo de uma enorme humildade e de uma enorme humanidade”, completou Cavalcanti.

Fonte: UOL Entretenimento

O auto da barca do inferno
18 de junho de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,

Para ver o episódio do Auto da Barca do Inferno novamente, clique aqui


Trovadorismo
14 de março de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,



Designa-se por Trovadorismo o período que engloba a produção literária de Portugal durante seus primeiros séculos de existência (séc. XII ao XV). No âmbito da poesia, a tônica são mesmo as Cantigas em suas modalidades; enquanto a prosa apresenta as Novelas de Cavalaria.

Contexto Histórico

Momento final da Idade Média na Península Ibérica, onde a cultura apresenta a religiosidade como elemento marcante.
A vida do homem medieval é totalmente norteada pelos valores religiosos e para a salvação da alma. O maior temor humano era a idéia do inferno que torna o ser medieval submisso à Igreja e seus representantes.
São comuns procissões, romarias, construção de templos religiosos, missas etc. A arte reflete, então, esse sentimento religioso em que tudo gira em torno de Deus. Por isso, essa época é chamada de Teocêntrica.
As relações sociais estão baseadas também na submissão aos senhores feudais. Estes eram os detentores da posse da terra, habitavam castelos e exerciam o poder absoluto sobre seus servos ou vassalos. Há bastante distanciamento entre as classes sociais, marcando bem a superioridade de uma sobre a outra.
O marco inicial do Trovadorismo data da primeira cantiga feita por Paio Soares Taveirós, provavelmente em 1198, entitulada Cantiga da Ribeirinha.

Características

A poesia desta época compõe-se basicamente de cantigas, geralmente com acompanhamento de instrumentos (alaúde, flauta, viola, gaita etc.). Quem escrevia e cantava essas poesias musicadas eram os jograis e os trovadores. Estes últimos deram origem ao nome deste estilo de época português.
Mais tarde, as cantigas foram compiladas em Cancioneiros. Os mais importantes Cancioneiros desta época são o da Ajuda, o da Biblioteca Nacional e o da Vaticana.
As cantigas eram cantadas no idioma galego-português e dividem-se em dois tipos: líricas (de amor e de amigo) e satíricas (de escárnio e mal-dizer).
Do ponto de vista literário, as cantigas líricas apresentam maior potencial pois formam a base da poesia lírica portuguesa e até brasileira. Já as cantigas satíricas, geralmente, tratavam de personalidades da época, numa linguagem popular e muitas vezes obscena.

Cantigas de amor

Origem da Provença, região da França, trazidas através dos eventos religiosos e contatos entre as cortes. Tratam, geralmente, de um relacionamento amoroso, em que o trovador canta seu amor a uma dama, normalmente de posição social superior, inatingível. Refletindo a relação social de servidão, o trovador roga a dama que aceite sua dedicação e submissão.
Eu-lírico – masculino

Cantigas de amigo

Neste tipo de texto, quem fala é a mulher e não o homem. O trovador compõe a cantiga, mas o ponto de vista é feminino, mostrando o outro lado do relacionamento amoroso - o sofrimento da mulher à espera do namorado (chamado "amigo"), a dor do amor não correspondido, as saudades, os ciúmes, as confissões da mulher a suas amigas, etc. Os elementos da natureza estão sempre presentes, além de pessoas do ambiente familiar, evidenciando o caráter popular da cantiga de amigo.
Eu-lírico - feminino

Cantigas satíricas

Aqui os trovadores preocupavam-se em denunciar os falsos valores morais vigentes, atingindo todas as classes sociais: senhores feudais, clérigos, povo e até eles próprios.

  •          Cantigas de escárnio - crítica indireta e irônica
  •          Cantigas de maldizer - crítica direta e mais grosseira


A prosa medieval retrata com mais detalhes o ambiente histórico-social desta época. A temática das novelas medievais está ligada à vida dos cavaleiros medievais e também à religião.

A Demanda do Santo Graal é a novela mais importante para a literatura portuguesa. Ela retrata as aventuras dos cavaleiros do Rei Artur em busca do cálice sagrado (Santo Graal). Este cálice conteria o sangue recolhido por José de Arimatéia, quando Cristo estava crucificado. Esta busca (demanda) é repleta de simbolismo religioso, e o valoroso cavaleiro Galaaz consegue o cálice.

 Fonte: Grau 10

Dia da poesia
by Natassia in Assuntos: , , , , , , ,


Poesia é uma forma de se expressar e transmitir sentimentos, emoções e pensamentos.

Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga.

Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.

A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.

Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.

Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.

Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.

Castro Alves era um jovem bonito, esbelto, de pele clara, com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registradas em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil.




Segunda Geração Modernista
7 de março de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , ,


Operários (1933) – Tarsila do Amaral



Período marcado por acontecimentos violentos – Crack da Bolsa de Nova Iorque (1929); Revolução Constitucionalista de 1932; Estado Novo (Getúlio Vargas); Segunda Guerra Mundial (bomba atômica)

Poesia: preocupação religiosa e filosófica
Geração mais equilibrada: amadurecimento – tradição x modernidade
·         Consolidação das novas conquistas
·         Temática que tende para o universal
·         Questões sociopolíticas

Três tendências poéticas:
·         Tensão ideológica: presente na obra de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
·         Poesia de preocupação religiosa e filosófica: Cecília Meireles, Tasso da Silveira, Augusto Frederico Schimidt, Jorge de Lima e Vinícius de Moraes.
·         Poesia de dimensão surrealista: observada na obra de Murilo Mendes

Autores
Na poesia: Augusto Frederico Schmidt (1906-1965); Carlos Drummond de Andrade (1902-1987); Cecília Meireles (1901-1964); Jorge de Lima (1895-1953); Mário Quintana (1906-1994); Murilo Mendes (1901-1975); Vinícius de Moraes (1913-1982).

Na prosa: Álvaro Lins (1912-1970); Cornélio Pena (1896-1958); Cyro dos Anjos (1906-1994); Érico Veríssimo (1905-1975); Graciliano Ramos (1892-1953); Herberto Sales (1917-1999); Jorge Amado (1912-2001); José Américo de Almeida (1887-1957); José Geraldo Vieira (1897-1977); José Lins do Rego (1901-1957); Lúcio Cardoso (1913-1968); Marques Rebelo (1907-1973); Octávio de Faria (1908-1980); Patrícia Galvão (1910-1962); Rachel de Queiroz (1910-2003)


Poemas de Drummond
6 de março de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , , ,


"Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira."


As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisa ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

 Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse>
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.


Lira Romantiquinha

Por que me trancas
o rosto e o sorriso
e assim me arrancas
do paraíso?

por que não queres
deixando o alarme
(ai, Deus: mulheres)
acarinha-me?

Por que cultivas
as sem-perfumes
e agressivas
flores do ciúme?

Acaso ignoras
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?

Visto que em suma
é todo teu,
de mais nenhuma
o peito meu?
Anjo sem fé
nas minhas juras
porque é que é
que me angusturas?

Minh’alma chove
frio e tristinho
não te comove
este versinho?

Episódio "Quadrilha"
by Natassia in Assuntos: , , , , , , , , , ,

Para assistir o episódio "Quadrilha", clique aqui


Flores
9 de fevereiro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , ,

Teu Segredo

Flores envenenadas na jarra. Roxas azuis, encarnadas, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu.

Clarice Lispector
Terra mãe

"Agora vou falar da dolencia das flores para sentir mais a ordem do que existe.Antes te dou com prazer o néctar, suco doce que muitas flores contém e que os insetos buscam com avidez.Pistilo é o orgão feminino da flor que geralmente ocupa o centro e contém o rudimento da semente.Pólen é pó fecundante produzido nos estames e contido nas anteras.Estame é o orgão masculino da flor.É composto por estilete e pela antera na parte inferior contornando o pistilo.Fecundação é a união de dois elementos de geração – masculino e feminino – da qual resulta o fruto fértil.

“E plantou Javé Deus um jardim no Éden que fica no Oriente e colocou nele o homem que formara”(Gen.11-8)

Quero pintar uma rosa.
Rosa é flor feminina que se dá toda e tanto que para ela só resta alegria de se ter dado.Seu perfume é mistério doido.Quando profundamente aspirada toca no fundo íntimo do coração e deixa o interior do corpo inteiro perfumado.O modo de ela se abrir em mulher é belíssimo.As pétalas tem gosto bom na boca – é só experimentar.Mas a rosa não é it.É ela.As encarnadas são de grande sensualidade.As brancas são a paz do Deus.É muito raro encontrar na casa de flores rosas brancas.As amarelas são de um alarme alegre.As cor de rosa são em geral mais carnudas e tem a cor por excelência.As alaranjadas são produto de enxerto e são sexualmente atraentes.

Preste atenção  e é um favor: estou convidando voce a mudar-se para um reino novo.

Já o cravo tem uma agressividade que vem de certa iritação.São ásperas e arrebitadas as pontas de suas pétalas.O perfume do cravo é de algum modo mortal.Os cravos vermelhos berram em violenta beleza.

Os brancos lembram o caixão de criança defunta: o cheiro então se torna pungente e a gente desvia a cabeça para o lado com horror.Como transplantar o cravo para a tela?

O girassol é o grande filho do sol. Tanto que sabe virar sua enorme corola para o lado de quem o criou.Não importa se é pai ou mãe .Não sei. Será o girassol flor feminina ou masculina? Acho que é masculina.

A violeta é introvertida e sua introspecção é profunda.Dizem que se esconde por modéstia.Não é.Esconde-se para poder captar o próprio segredo.Seu quase-não-perfume é glória abafada mas exige da gente que
o busque.Não grita nunca seu perume.Violeta diz levezas que não se podem dizer.

A sempre-viva é sempre morta. Sua secura tende à eternidade. O nome em grego quer dizer: sol de ouro.
A margarida é florzinha alegre.É simples e à tona da pele.Só tem uma camada de pétalas. O centro é uma brincadeira infantil.A formosa orquídea é exquise e antipática.Não é expontânea.Requer redoma.Mas é mulher esplendorosa e isto não se pode negar..Também não se pode negar que é nobre porque é epífita.Epífitas nascem sobre outras plantas sem contudo tirar delas a nutrição.Estava mentindo quando disse que era antipática.Adoro orquídeas.Já nascem artificiais, já nascem arte.

Tulipa só é tulipa na Holanda.Uma única tulipa simplesmente não é.Precisa de campo aberto para ser.
Flor dos trigais só dá no meio do trigo.Na sua humildade tem a ousadia de aparecer em diversas formas  e cores.A flor do trigal é bíblica.Nos presépios da Espanha não se separa os ramos de trigo.É um pequeno coração batendo.

Mas angélica é perigosa.Tem perfume de capela.Traz êxtase.Lembra a hóstia.Muitos tem vontade de come-la e encher a boca com o intenso cheiro sagrado.

O jasmim é dos namorados.Dá vontade de por reticências agora.Eles andam de mãos dadas, balançando os braços, e se dão beijos suaves ao quase som odorante do jardim.

Estrelícia é masculina por excelência. Tem uma agressividade de amor e de sadio orgulho.Parece ter crista de galo e o seu canto.Só que não espera pela aurora.A violencia de tua beleza.

Dama-da-noite tem perfume de lua cheia.É fantasmagórica e um pouco assustadora e é para quem ama o perigo.Só sai de noite com seu cheiro tonteador.Dama-da-noite é silente.

E também da esquina deserta e em trevas e dos jardins de casas de luzes apagadas e janelas fechadas.
É perigosíssima: é um assobio no escuro, o que ninguém aguenta.Mas eu aguento porque amo o perigo.Quanto à suculenta flor de cáctus, é grande e cheirosa e de cor brilhante.É a vingança sumarenta que faz a planta desértica.É o explendor nascendo da esterelidade despótica.

Estou com preguiça de falar da edelvais.É que se encontra à altura de tres mil e quatrocentros metros de altitude.É branca e lanosa.Raramente alcançável: é a aspiração.

Gerânio é flor de canteiro de janela.Encontra-se em São Paulo no bairro do Grajaú e na Suiça.Vitória-régia está no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Enorme até quase dois metros de diametro.Aquáticas, é de se morrer delas.Elas são o amazônico:o dinossauro das flores.Espalham grande tranquilidade.

A um tempo majestosas e simples.E apesar de viverem no nível das águas elas dão sombras.Isto que estou te escrevendo é em latim:de natura florum.Depois te mostrarei o meu estudo já transformado em desenho linear.

O crisântemo é de alegria profunda.Fala através da cor e do despenteado.É flor que descabeladamente controla a própria selvageria.

Acho que vou ter que pedir licença para morrer.Mas não posso, é tarde demais.Ouvi o Pássaro de Fogo – e afoguei-me inteira.

Tenho que interromper porque – eu não disse? eu não disse que um dia ia me acontecer uma coisa? Pois aconteceu agora mesmo.”

 Clarice Lispector em Água Viva.

Mitologia Grega
5 de fevereiro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , ,

Deuses no Olimpo
Introdução
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.
Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.
 Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega. 
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimera : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

O Minotauro 
É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha deCreta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.

Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses gregos :
Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite
 - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon
 - deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Ártemis - deusa da caça e da vida selvagem.
Ares - divindade da guerra.
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas.
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o tempo.
Hermes - mensageiro dos deuses, representava o comércio e as comunicações.
Hefesto - divindade do fogo e do trabalho.

Fonte:  Sua Pesquisa.com

Zeus
Natassia